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Ser agardecidos

por aquimetem, Falar disto e daquilo, em 21.04.13

 

           Este ultimo fim de semana fui até à capital do barro leiriense e mal entrei na Marinha do Engenho ouvi um telemóvel tocar e do outro lado um convite para jantar. Nada mais agradável para quem chega de viagem do que  encontrar a mesa pronta e farta para enfartar. Assim aconteceu na 5ª-feira, dia 18, e desse modo aproveitar a maré para felicitar a menina Ângela que no domingo, dia 14, fez e festejou mais um aniversário, o 8º, no qual não pudemos partilhar na ocasião. Também na 6ª-feira, dia 19, outro casal de sobrinhos enfiou connosco na Roulote e vai de nos levar até ao Pedrógão, para estacionar nas "Pedras" e ali, abrigadinho do vento e a ver o mar, lanchar regaladamente. Por incrível que pareça não levei a objectiva, perdendo uma oportunidade rara de ver o que o vento fez na praia e  na marginal com as areias da orla, invadindo tudo quanto era canto. A foto da Ângela com a ti Saudade não é actual mas serve para mostrar um espaço que as areias ocuparam por inteiro, e houve dias em que se não pode circular na marginal. Perdi como disse a oportunidade de registar imagens raras de ver.

          Estas atenções todas que na família são normais, desta vez havia um motivo muito especial para ganharem outra dimensão. A ti Saudade desde Setembro que andava muito arredia da terra e esta visita surpresa merecia ser festejada. Foi uma alegria para ela e para os muitos familiares e amigos que tinham saudades de a ver, após 4 intervenções cirúrgicas que corajosamente aguentou, a ultima, e oxalá em definitivo, foi há 15 dias. Mulher a quem o trabalho por fazer causa aborrecimento, ver o quintal por cultivar dá-lhe gana.

 

         Sem mais aquelas, deita mão da foucinha e vai de cortar as ortigas que lhe ensombram os lírios, e as demais plantas de jardim e horto que o estrume de compostor aduba.

          Também já tinha saudades deste passeio que não dava desde o vendaval, 19 de Janeiro, que se abateu na região e me deu cabo das árvores do jardim, e eu impotente a ver da janela do meu quarto. Lembrei-me então  da peça "As Árvores, Morrem de Pé ".  É sempre gratificante passar uns dias com os familiares e amigos desta terra de gente generosa  onde o Costa e a Saudade são estimados, mas sabem também ser agradecidos. Soube a pouco...

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publicado às 23:10



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