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Carências que afectam Balasar

por aquimetem, Falar disto e daquilo, em 16.05.11

 

      Com um grupo de amigos e devotos de São Josemaria Escrivá passei o ultimo fim de semana na Casa-Escola Agrícola do Bombarral, "As Palmeiras", onde no meu "retiro" tive presente...entre outras, as amizades que me ligam a esta simpática região fruteira e vinhateira do Oeste. Delmar Carvalho e o meu conterrâneo José Luciano - bem conhecidos da imprensa regional -, a quem não tive oportunidade de dar o meu abraço pessoalmente, foram ali recordados e neste mês de Maria, a Ela os recomendei. Ali me veio também à mente imagens associadas à peregrinação que na semana anterior tinha feito com um grupo de peregrinos da Mensagem de Fátima e a que já fiz referência no blog: Ao sabor do tempo = http://aquimetem2.blogs.sapo.pt/. É dessa peregrinação que volto a falar, agora para com mais pormenor descrever os locais então visitados.    

     Começamos por Balasar, uma freguesia da Povoa de Varzim, afastada da sede do concelho cerca de 12 km, no sentido Povoa/Famalicão. Consagrada a Santa Eulália, nesta freguesia nasceu ( a 30 de Março de 1904), viveu e morreu a "Santinha de Balasar", a miraculosa Alexandrina Maria da Costa  que o agora também beato João Paulo II  beatificou, em Roma, a 25 de Abril de 2004.   

       Duma queda que deu aos 14 anos, em 1918, para como Santa Maria Goreti defender a sua virgindade, resultou uma paralisia que se foi agravando até 1925, data em que ficou definitivamente acamada, durante 30 anos. A jovem Alexandrina que ainda sonhou vir a ser missionária, acabou por descobrir que  Deus já a tinha predestinado para outra tarefa, a de na terra ser da Eucaristia mensageira e devota zeladora. Por sua iniciativa passou a viver, entre 1938 e Março de 1942, os sofrimentos da Paixão de Cristo, com movimentos e gestos, repetia ao longo de 3 horas e meia os momentos da Via Crucis . 

 

       Nesta casa onde sofreu o acidente e viveu até ao seu falecimento, em 13 de Outubro de 1955; a Santinha de Balasar tornou-se conhecida do país inteiro, mormente da sua região e de toda a arquidiocese bracarense. O fenómeno de viver sem se alimentar, e a sua devoção à Sagrada Eucaristia e ao  Imaculado Coração de Maria foram muito badaladas e cuja ressonância irradiou terra fora.  

 

       Foi neste quarto que a partir de 27 de Março de  1942 até 13 de Outubro de 1955, a beata Alexandria de Balasar, deixando de se alimentar, viveu durante 13 anos sem outra alimentação senão a da Comunhão diária. Fenómeno que foi verificado e comprovado por especialistas logo,em 1943, quando internada no Refúgio de Paralisia Infantil, da Foz do Douro, o grupo de médicos dirigidos pelo Dr. Henrique Gomes de Araújo após uma vigilância de 40 dias a verificar a inédia, asseguravam: que era "absolutamente certo" que durante aquele tempo não tinha comido, bebido, defecado ou urinado. 

 

        Segundo noticia da Agência Ecclesia, Balasar prepara-se para vir a ter o primeiro Santuário Eucarístico de Portugal, e essa é também a vontade e o desafio do pároco de Balasar que adianta: " todos os domingos muitos peregrinos vindos de vários pontos da arquidiocese, e mesmo do país, aqui se deslocam para adorar o Santíssimo Sacramento. Não vêm para fazer turismo, vêm para fazer oração. Já existe terreno para o efeito e devotos para colaborar no obra que tanta falta faz neste mundo de cabeças fora do sítio...onde também para além da pequenez do adro para em silêncio se fazer ali as Procissões Eucarísticas, a componente rodoviária é outra das evidentes carências que afectam Balasar.    

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publicado às 16:54



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