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Dia de Finados

por aquimetem, Falar disto e daquilo, em 02.11.10

          Sabe-se que pelo menos desde o século II alguns cristãos já rezavam pelos mortos e visitavam os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. Entretanto, no  século V, a Igreja dedicava um dia por ano para rezar por todos os falecidos, pelos quais ninguém rezava nem se lembrava fazê-lo. Também o abade de Cluny, santOdilon, em 998 pedia aos seus monges que rezassem pelos mortos. A seguir, vêm os Papas Silvestre II (1009), João XVII(1009) e Leão IX (1015) que obrigam as comunidades a dedicar um dia aos mortos. No século XIII esse dia anual passa a ser comemorado em 2 de Novembro, a seguir ao dia 1 que é  a Festa de Todos os Santos.

         A doutrina católica evoca algumas passagens bíblicas para fundamentar a sua posição (cf.Tobias 12,12; Jo, 8-20;Mt 12,32 e II Macabeus 12,43-46), e se apoia em uma prática de quase dois mil anos. Temos assim a celebração do Dia dos Fieis Defuntos, Dia dos Mortos ou Dia de Finados no dia a seguir ao Dia de Todos os Santos que por ser dia santo as pessoas aproveitam para visitar os cemitérios e as campas dos seus familiares e amigos falecidos já que o dia 2 de Novembro é dia de trabalho. 

         Na província quando os sacerdotes não podem fazer a visita ao cemitério no respectivo dia, por norma fica para o domingo a seguir. É o que na Bajouca vai acontecer no próximo domingo, dia 7.              

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2 comentários

De mg a 13.11.2010 às 23:00

Seja como for , e qual for o dia, foi bom ter-se tornado um hábito as pessoas irem aos cemitérios, visitar os seus mortos(amigos ou familiares), pois sente-se muito abandono nos cemitérios. Pelo menos uma vez por ano, há o cuidado de lá irmos,tanto para homenagear os mortos, como para também,cuidar e embelezar aqueles lugares, ficando assim mais humanizados e sem aquela marginalidade de mistério e temores que dantes havia.
Há mais a noção hoje, de que a morte é tão natural como a nascença...parece-me.

De aquimetem, Falar disto e daquilo a 14.11.2010 às 22:18

A noção será a mesma, há é menos respeito pela vida humana e portanto a morte nessa trajectória funciona como instrumento da vulgaridade. O homem com a sua desenfreado racionalidade há-de acabar por cavar a sua sepultura, e com vergonha até já começa por se quer cremado...

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