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De volta ao mosteiro de São João, e antes de seguir para o refeitório, aproveitei para colher do seu exterior algumas imagens que dão do sítio mostra da grandeza e riqueza da construção. Prova clara dessa imponência é o seu famoso espigueiro do séc. XVIII, situado no quintal paralelo e aqui junto a esta fachada do edifício.
Com os seus 123m2, este espigueiro (hórreo) de São João do Poio é considerado o maior exemplar, no género, existente em toda a Europa e até no mundo. Atesta como no tempo em que as Ordens Religiosas eram livres de trabalhar e ensinar as terras e as suas populações tinham trabalho e pão com fartura. Mas não é hora de fazer maus comentários... é para almoçar... Que no fim vamos até Santiago.
À hora marcada toda a gente pronta; e já com a barriguinha bem aconchegada, todos dentro do autocarro para viajarem até Compostela! O tempo não estando muito favorável a viajar sem chapéu de chuva, mesmo assim portou-se ao jeito das circunstâncias, com abertas que permitiram uma primaveril viagem e mesmo durante a curta permanência na capital da Região Autónoma da Galiza não nos afligiu.
Os cerca de 70km que separam São João do Poio (Pontevedra) da Praça Obradoiro (Compostela) demoram a percorrer o tempo normal que uma condução em segurança costuma gastar. E pelo registo das horas que as fotos deixam ver se pode avaliar. Depois do tradicional abraço a Santiago, desci à cripta do Apóstolo para junto à tumba lhe fazer a minha especial petição.
Entretanto dirigi-me para a ampla e recatada capela do Santíssimo, que só não fiz em primeiro lugar porque em grupo comecei a vista pelo lado direito da Catedral (Pórtico da Glória). Feita com respeitosa reverência a "visita" ao Santíssimo, suguiu-se uma olhadela pelas restantes maravilhas contidas nos interiores facultados da monumental jóia arquitectónica, veio o momento de prezentear os olhos com o encanto e beleza que naquele espaço santo nos envolve.
Para memoriar fica a foto do Altar-Mor, erguido sob a cripta do sepulcro do Apostolo, e no qual por uma escadaria se pode subir até junto à imagem do Padroeiro e pelas costas lhe dar o tradicional abraço de romeiro. Como também depois ao sair, por outra escada descer à cripta.
Desta vez também não vi em função o famoso "Botafumeiro" ou incensário que em certas celebrações e datas festivas percorre em movimento pendular quase toda a nave lateral do Altar-Mor.
Já de saida e de costas para o Pórtico da Glória mais uma foto agora da Praça Obradoiro
E descenda a escadaria outra de baixo para mostrar a fachada.
Com o tempo contabilizado, aproveitou-se uma abeta, já com ameaças de chuva, para ir ao encontro do autocarro que no parqueamento da Catedral ficou de nos ir buscar às 16h30. Com ajuda de São Tiago e a paciência do Sr. Faustino todos se portaram à medida dos verdadeiros romeiros.
Como prémio subimos ao Monte do Gozo (380m), um espaço com mais de 60 hectares de natureza e tranquilidade, que está a transformar-se numa zona residencial para peregrinos. Situado na recta final do Caminho Francês, o nome vem-lhe precisamente pelo "gozo" que os romeiros sentem ao ver dali pela primeira vez as torres da Catedral. Ali paramos para antes de deixar Compostela petiscar do "peregrino farnel" dos Mensageiros de Fátima, em terras de São Tiago.
Ver: http://aquimetem2.blogs.sapo.pt/
Google e El Caminho de Santiago, de Eusebio G. Arrondo
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